Que tipo de escola quero para mim?

Foi a pergunta que me fiz certa manhã, no meio do barulho de uma conturbada não-aula. Digo não-aula pois não era possível ministrá-la como planejado, uma vez que 90% dos alunos (dado fornecido pelo Instituto Meu C* de Estatística) se ocupava de outras atividades menos fortuitas — conversar com o colega, tirar selfie com filtro de cachorrinho no snapchat, jogar truco, dormir. Enquanto olhava para a sala, numa mistura de cansaço, perplexidade e resignação, pensava: não é isso o que quero para mim; o que, então, eu quero para mim?

Não quero que esse texto seja encarado como o desabafo de um professor amargurado pelas agruras da profissão. De fato, esperei um bom tempo para escrevê-lo, deixando as ideias incubarem na cachola por algumas semanas e reservando um dia das férias escolares para fazê-lo. Prefiro que ele seja encarado como se pretende: uma reflexão sobre o que a escola é, o que ela pretende ser e o que a torna uma boa escola, tanto como observado pelo professor quanto na concepção do aluno.

Neste exercício de reflexão, pretendo abordar ambos os modos de enxergar a questão. Não acredito que sejam diferentes pontos de vista porque, na minha concepção, possuem áreas em comum. Apelando para meu lado das exatas, poderíamos representar essa situação com um belíssimo diagrama de Venn; a intersecção entre os dois conjuntos representaria o cenário mais favorável. É muito mais simples para mim, no momento atual, escrever aquilo que o professor pensa, uma vez que deixei de ser aluno – principalmente do ensino médio – há algum tempo. Contudo, ao invés de separar em coisas que o professor quer e coisas que o aluno quer, resolvi simplesmente escrever sobre coisas que eu quero — e fica a critério de você, professor ou aluno, reconhecer-se ou não em cada um dos pontos apresentados.

Diagrama de Venn representando os interesses do professor e do aluno acerca da questão "o que é uma boa escola para você?". Poderíamos ter adicionado outros conjuntos — como, por exemplo, a visão da família — mas você entendeu a ideia como um todo ;)
Diagrama de Venn representando os interesses do professor e do aluno acerca da questão “o que é uma boa escola para você?”. Poderíamos ter adicionado outros conjuntos — como, por exemplo, a visão da família — mas você entendeu a ideia como um todo ;)

Antes de continuarmos, um lembrete importantíssimo: eu estou generalizando. Muitas escolas se encaixam em minhas críticas. E muitas escolas não se encaixam em minhas críticas. O fato de utilizar um exemplo X que ocorre na escola Y não nega a ocorrência de W no colégio Z. Mais ainda: eu dizer que X ocorre em muitos Ys não destrói os bons exemplos de Zs, onde ocorre W com frequência. Gosto de um debate saudável, desde que todos os termos sejam esclarecidos. E se você, leitor, tiver bons exemplos que destruam meus argumentos, ficarei contente de lê-los na caixa de comentários! (:

Quero uma escola que me permita trabalhar

Essa me parece uma reivindicação importante e recorrente. A reclamação que mais me faço é: não consigo trabalhar com essas turmas — seja por indisciplina, desinteresse, incompatibilidades de objetivos. Outro pensamento triste que às vezes bate às portas da mente: faz tempo que não dou aulas, no sentido mais estrito da expressão. A gente se vê reduzido a aplicador de pacotes curriculares, meramente cumprindo os conteúdos do material didático.

Neste ínterim, me pego num fogo cruzado, tentando gerenciar os interesses da escola e as expectativas e frustrações dos alunos, quando confrontados com o fracasso escolar. Sendo ainda mais crítico comigo mesmo e com as definições da minha atuação docente, costumo concluir que aquilo que fazemos não passa de mera enganação: vamos de lugar nenhum, rumo a lugar algum. Estamos nos enganando e enganando aos outros, mesmo quando não nos damos conta.

Posso ser menos alarmista e mais pragmático, ao pensar que não há necessidade de exageros: as coisas são do jeito que são, algumas vezes bem ruins, noutras vezes não tão ruins assim. Lecionar, portanto, implica em reconhecer esses espaços de atuação, identificando as melhores propostas de intervenção que me permitam chegar aos objetivos traçados no início do planejamento.

Vamos de lugar nenhum, rumo a lugar algum

Contudo, fica a ênfase, retomando a ideia inicial: eu preciso ter esses espaços de manobra, para atuar de modo coerente, tanto com minha concepção de ensino quanto com aspectos mínimos de humanidade. O que significa dizer que às vezes eu precisarei bater mais o pé para defender minhas convicções, em outros momentos terei que escutar um conselho sábio e ponderado — seja de esferas hierarquicamente superiores a mim (coordenação, direção), seja de meus próprios alunos. Porém, não importa o cenário, uma coisa é certa: as decisões a serem tomadas precisam ter como fundamento primordial o ensino. Esse é o objetivo da escola e qualquer coisa que fuja muito disto não faz o menor sentido.

Quero uma escola que não se entenda como um negócio

Se o objetivo da escola é ensinar algo aos alunos, algo este especificado em seu currículo, as decisões tomadas por seus participantes precisam girar em torno desse tema. Dizendo de modo mais direto: eu não posso me preocupar com determinada atitude minha única e exclusivamente por causa das represálias que ela desencadeará. Deixar de fazer isto ou aquilo por uma questão financeira é rasgar o diploma e cagar no estatuto do colégio.

Oi
“Parmi les choses qui ont changé de 1969 a 2009” (Entre as coisas que mudaram de 1969 a 2009, em tradução livre), publicado no Ouest France, por Emmanuel Chaunu. A referência já é um clichê, mas ilustra bem o pensamento mercadológico presente na cabeça de muitas famílias e alunos. Vale mencionar que ambas situações são pedagogicamente equivocadas.

Isso costuma se fazer bastante presente em instituições de ensino privado. Até consigo entender a lógica por trás de alguns argumentos, uma vez que precisa haver fluxo de capital para manter a escola em seu pleno funcionamento — inclusive para permitir que se pague muito bem (cof, cof) seus funcionários em todos os setores. Porém, não é possível defender uma retórica que deturpe a qualidade do ensino com base em preconceitos de pessoas de fora do âmbito escolar e em achismos gerais sem fundamento algum.

Se o objetivo da escola é ensinar algo aos alunos, as decisões tomadas precisam girar em torno desse tema

Uma situação corriqueira e já debatida um pouco em outro post: notas ruins obtidas pelo aluno numa avaliação ou na média de um período letivo (bimestre ou trimestre, dependendo da instituição). Além de serem contestadas em alguns momentos pelos pais ou responsáveis, podem ser também motivo de questionamentos por parte de alguns gestores escolares. A explicação é simples: se o aluno não obtiver notas melhores, os pais vão tirá-lo da escola, e isso é ruim para nós.

Entendo. Mas: como exatamente eu posso ser responsabilizado por isso? O professor não tem controle sobre as variáveis que influenciam no ato de um pai ou mãe matricular sua filha ou seu filho nessa ou naquela escola. Ademais: mesmo tendo controle sobre certas variáveis, como a nota do estudante, não cabe a este encarar tal número como um prêmio aleatório. Por mais dilacerada que esteja a lógica da nota, por mais que ela seja ultrapassada em muitos sentidos, por mais anacrônica, arcaica e desprendida que seja da realidade atual, ela precisa ter coerência interna. Dizendo de outro modo, aquela nota possui, sim, um significado e deve ser minimamente levada em consideração. Em caso contrário, vira passeio.

Ainda nas instituições particulares, mas também presente na rede pública de ensino, bem como em escolas confessionais, temos uma miríade de outros tabus que, do ponto de vista da família, não deveriam ser discutidos num ambiente escolar, em decorrência de potencialmente ofenderem suas religiões, concepções de mundo e ideologias político-partidárias. Todo mundo quer saber mais sobre o que o professor deve ensinar do que o próprio professor.

Atualmente, muito se fala sobre o projeto de lei que visa incluir o “Programa Escola sem Partido” entre as diretrizes e bases da educação (lei 9394/96). Ao que “tudo” indica, como consta na justificativa do projeto (os grifos são meus):

É fato notório que professores e autores de materiais didáticos vêm se utilizando de suas aulas e de suas obras para tentar obter a adesão dos estudantes à determinadas correntes políticas e ideológicas para fazer com que eles adotem padrões de julgamento e de conduta moral – especialmente moral sexual – incompatíveis com os que lhes são ensinados por seus pais ou responsáveis.

Todo mundo quer saber mais sobre o que o professor deve ensinar do que o próprio professor

Não é objetivo desse texto discutir o projeto, tampouco suas premissas e justificativas; algumas pessoas fizeram seus comentários em redes sociais internet afora e recomendo para quem tiver interesse (aqueles que se opõem às minhas opiniões dirão que minhas recomendações são enviesadas, e eu responderei com um evidentemente que sim). Meu foco no momento é essa troca de papéis entre a responsabilidade do professor e a responsabilidade do pai.

De modo algum sou contra a participação da família na escola; meu pensamento é diametralmente oposto. Em ambientes de diálogo entre escola e família, é mais fácil observarmos uma convergência de ideias e valores. É nessa troca de experiências, expectativas e conhecimentos que se constrói aquela boa escola para aquela dada comunidade. O problema é que isto simplesmente não ocorre. Poucos pais participam do cotidiano escolar, mesmo quando a escola oferece abertura. E em muitas escolas não existe espaço para essa conversa, mesmo quando os pais demonstram interesse e buscam cobrar por uma postura dialógica. No final das contas, quem sai perdendo é o aluno. Porque nessas de ninguém ouvir ninguém, o que opera é a lógica do mercado: money talks.

Acaba que a escola, entendida como espaço de debate de ideias, vê-se reduzida a várias outras coisas, porém nenhuma delas ligeiramente próxima ao conceito inicial. Não se pode debater muita coisa sem ser taxado de doutrinador. Falar sobre identidade de gênero ainda é um gargalo delicadíssimo. Racismo, homofobia e misoginia simplesmente não existem no mundo do brasileirinho. Entre outras ficções da contemporaneidade.

Quero uma escola que me permita crescer

Sendo a escola um espaço social para o aprendizado de valores socialmente construídos e de conhecimentos acumulados pela humanidade ao longo de toda uma tradição histórica, ela deve ser também um espaço de crescimento, tanto do ponto de vista pessoal quanto profissional.

A escola precisa ser um espaço de crescimento pessoal e profissional

O aluno precisa crescer ali dentro, não somente segundo aspectos biológicos. Crescimento do aluno, como aqui estamos dando a entender, implica em sua evolução como ser humano. Afinal, passamos a maior parte de nossa infância — quando não sua totalidade — dentro de uma escola; portanto, somos educados por ela e por todos seus atores. Nossas concepções de vida, preconceitos e valores são costurados pelas vidas de outras pessoas, tema que pretendo desenvolver em outra publicação. Deste modo, desprezar os efeitos educadores da escola, encarando-a como um mero espaço de ensino de conhecimentos, formatado em disciplinas clássicas (português matemática história etc etc), me parece leviano.

E o professor também precisa crescer dentro da escola, o que me leva à pergunta trivial: como isto pode ocorrer?

Podemos pensar, inicialmente, com sua promoção para outro cargo superior, por exemplo na gestão escolar — orientação pedagógica, coordenação de área, chefe de departamento, entre outros. Isto significaria, em termos mais práticos, evolução salarial e crescimento hierárquico, o que soa bastante razoável e, acredito, é almejado por um bom número de docentes. Por outro lado, dentro de meu entendimento, estaríamos trabalhando em outra coisa, estando fora da sala de aula; não seríamos mais professores num sentido estrito da palavra. Evidentemente não se desmerece nenhuma dessas atividades; só acho necessário pontuar corretamente a área de atuação de cada uma delas.

Outro modo de se crescer profissionalmente, ainda lecionando em classe, seria obtendo prestígio e visibilidade dentro da própria escola. Ser aquele professor reconhecido pelos alunos, pelos colegas, pelos pais, pela instituição em si. Tornar-se um ponto de referência na comunidade — a professora de Biologia do Colégio MeuDeusinho é um crânio, você não tem ideia!; o professor de Literatura da Escola AiPapai é um gênio, amo aprender com as interpretações teatrais; a professora de Matemática do Instituto MundoBom é muito fera, aprendi tanta coisa legal que já nem cabe num tweet e assim por diante.

Com esse reconhecimento, torna-se possível, então, crescer também para outras instituições educacionais de maior prestígio ou que se alinhem mais com suas concepções de ensino. Amar alguém também significa saber dizer-lhe adeus. Por melhor que tenha sido o trabalho do professor naquela escola, por mais que ele sinta-se confortável e seguro com o ambiente de trabalho, por mais fortes e sólidos que sejam seus laços com alunos e colegas, às vezes chega aquele momento em que ele precisa de novos ares, novos rumos, novos projetos. Construção e destruição andam de mãos dadas.

Ao mudar de vida para crescer profissionalmente, o professor pode embarcar em novos projetos, ainda embutidos na área do ensino: escrever livros, publicar artigos, gravar vídeos etc. Vale notar que isto não demanda, necessariamente, seu desligamento da atividade docente; é totalmente possível — bem como frequentemente observado — dedicar-se a projetos paralelos em concomitância com a atuação em sala de aula. E é justamente por isso que dou ênfase à escola que permita tal crescimento. Porque não sobra muito tempo para escrever o roteiro de uma videoaula se preciso preparar e corrigir atividades não planejadas somente para aumentar as notas dos alunos.

Quero uma escola que seja um espaço de respeito

Durante minha carreira docente, trabalhei muito — e ainda trabalho — com plantões de dúvidas e aulas de reforço. Nos últimos anos venho auxiliando meus próprios alunos em aulas no contraturno. Porém, em sua maioria, lidei com alunos de outros professores, o que considero um benefício para o estudante, oferecendo novas abordagens para o tema de estudo.

O que ainda me choca e entristece é ouvir alunos dispararem impropérios sobre seus professores com coisas do tipo:

Aquela professora é uma vaca, não entendo nada do que ela diz.

Estou parafraseando, permitam-me. Mas quando essa fala vem de uma criança no auge de seus 12 anos, o alarme dispara: tem alguma coisa muito errada aí. Na minha cabeça, é óbvio que esse tipo de coisa só pode ter vindo de casa. O tipo de expressão que ela ouve da mamãe conversando com as amigas no jantar de sábado. A fala empregada pelo papai no churrasco de domingo com os amigos do futebol. E, com isso, a repetição entre os filhos desses papais e mamães na matinê de sexta-feira ou no playground do condomínio. Mas, é claro, eu posso estar errado.

O aluno violentado pelo professor torna-se um professor violentado pelo aluno.
O aluno violentado pelo professor torna-se um professor violentado pelo aluno. Fonte: http://la-caricature-de-l-ecole.e-monsite.com/pages/l-evolution-des-mentalites.html.

Na outra ponta do jogo de poder, existe o professor como vetor de preconceito e discriminação contra seus próprios alunos, alguns deles velados, outro bastante explícitos. Isto pode ser notado em conversas na sala dos professores ou nas reuniões de pais e mestres — que nome pomposo, “pais e mestres, não é mesmo? Assim, é desagradável ouvir que a fulaninha pegou todos os moleques da sala, já; meio putinha, né? (risos) ou que o rapazinho ali, ainda novinho, já tem aquele jeitinho de viado, né? (risos). Além dos famigerados exemplos que atestam como seu aluno é b u r r o pois veja o que escreveu nessa prova, olha que conta absurda, escuta essa que me perguntaram em sala agora et coetera.

Dizendo desse jeito, pareço estar: (a) pintando uma imagem demonizada de todos os professores e (b) dizendo que, como um ser iluminado que sou, não faço e nunca fiz nada disso. Não é o caso. Já discorri muito sobre o erro em postagens anteriores e não pretendo me repetir. Porém, uma opinião gratuita: se você se ofendeu com o que eu disse, vale a pena pensar a respeito.

Mas, é claro: eu posso estar errado.

Um espaço de respeito não irá eliminar esse tipo de atitude. Até mesmo porque somos seres humanos e erraremos na maior parte de nossas vidas. Mas: o mínimo precisa ser garantido. Os alunos querem ser ouvidos; eles querem participar da tomada de decisões, eles querem orientar o futuro da escola, eles querem fazer parte dessa comunidade escolar — estou sendo idealista demais? E os professores também querem seu espaço de fala, até mesmo para garantir os outros tópicos mencionados acima. O que me leva ao último e próximo ponto.

Quero uma escola que seja relevante

A cereja do bolo, a menina dos olhos, o sonho do brasileirinho: uma escola relevante, ou seja, que faça sentido. Tanto professor quanto aluno querem não mais se deparar com a famosíssima pergunta: para que isso vai servir na minha vida? Pois, se isto foi perguntado, é porque aquilo que está sendo trabalhado não parece importante, não tem significado real, em suma, não foi requisitado por ambas as partes.

Essa, ao meu ver, é a ideia mais profunda por trás dos meus desejos de uma escola ideal. Parece ser, também, a reivindicação mais importante feita pelos alunos — vide os recentes movimentos de estudantes secundaristas nas escolas da rede pública do estado de São Paulo. E é também a questão mais difícil de se trabalhar, porque não apresenta respostas fáceis. Em linhas gerais, não apresenta resposta alguma pois: o que significa a escola fazer sentido? Ela precisa ensinar aquilo que o aluno gosta? A escola precisa de matérias mais úteis? A escola precisa servir para as coisas?


Honestamente: não tenho a menor ideia. Acho difícil pensar em termos de uma escola nova trabalhando em um sistema tradicional de ensino. Existem salas de aula, aquele espaço físico clássico, com carteiras escolares clássicas, uma lousa clássica (seja ela de giz, caneta ou digital), na qual o professor escreve conteúdos clássicos para uma plateia de alunos classicamente sentados em seus locais. O ensino é baseado em conteúdos, que são ditados pelo livro didático ou pela apostila do sistema; ao final do ano, é necessário que todo aquele conteúdo tenha sido ministrado. Os alunos que supostamente aprenderam o que foi ensinado pelo professor tiram notas boas nas avaliações, geralmente uma por mês; ao restante, resta a vergonha e a cobrança — da escola, dos pais, de si mesmos.

Mais um ano se passou e eu não usei a fórmula de Bháskara
Tá bom, mas não se irrite.

Não compactuo com a visão de uma escola utilitarista; costumo dizer para os alunos que não se trata de um ensino técnico, no qual aprendemos a manejar ferramentas (físicas ou mentais) para serem aplicadas em situações práticas ou, ainda pior, do cotidiano. Afinal, a expressão [erroneamente] conhecida como fórmula de Bháskara não é necessária para você comprar pão ou dirigir um trator sem camisa. Ela serve para resolver equações de segundo grau. E se começarmos a nos perguntar por que o aluno precisa saber resolver uma equação de segundo grau? entraremos num loop infinito.

Por fim, ainda não sei o que eu quero. Só gostaria que me fosse permitido questionar a utilidade daquilo que estamos fazendo sem encarar olhares de desalento ou escutar que as coisas são assim mesmo. Elas até podem ser, mas não significa que precisem continuar sendo.

E você? Que tipo de escola quer para si e para os outros?

  • Thiago Patto

    Fico principalmente com o primeiro item. O desafio em algumas salas é enorme, e ideias pra melhorar sempre surgem. Só que a margem de manobra é sempre próxima de zero, e a que$tão financeira é um dos principais fatores pra se podar inovações.

    Tem hora que professor vira só um mediador entre os interesses da escola e os interesses do aluno. Phoda.

    • pedrobittencourt

      Obviamente concordo. Além do que, mesmo quando ideias surgem e existe uma MÍNIMA possibilidade de executá-las, entra em cena o fator do tempo: às vezes aquela professora trabalha em duas ou três escolas diferentes e simplesmente não tem condições de sequer PENSAR em coisas novas.

      Como diria um amigo meu, NO FRIGIR DOS OVOS é só mais um teatrinho.